Política

Domingo, 27 de Maio de 2018, 21:08

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ALÉM DE MEDIDAS PROVISÓRIAS

Temer reduz em R$ 0,46 o preço do litro do diesel por 60 dias e edita três MPs

Por: Viviane Petroli

Da Redação Mato Grosso Agro

Foto: Marcos Corrêa/PR

Michel Temer

 

Representantes de caminhoneiros autônomos do Brasil foram chamados na noite deste domingo, 27 de maio, para mais uma rodada de negociação no Palácio do Planalto com integrantes do governo federal. Em pronunciamento em rede nacional, o presidente Michel Temer declarou que haverá redução de R$ 0,46 no preço do litro do óleo diesel por 60 dias e que após isso o reajuste passará a ser mensal. O governo federal ainda editou três Medidas Provisórias (MPs), em que uma delas trata a tabela de preço mínimo do frete que vem sendo solicitada pelos caminhoneiros desde as greves realizadas em 2015. Caminhoneiros ainda não se manifestaram sobre o fim da greve.

"O preço do diesel terá redução de R$ 0,46 por litro para que cada caminhoneiro tenha esse resultado na hora de abastecer. Esse valor equivale a redução do PIS, Cofins e Cide. O governo está assumindo com isso sacrifícios no orçamento e honrará os compromissos para não prejudicar a Petrobras, que se recuperou nesses dois últimos anos. O preço do óleo diesel, já barateado com a redução de R$ 0,46, será válido por 60 dias sem modificação. Após, isso haverá reajuste mensal e assim cada caminhoneiro poderá planejar. O terceiro pronto que derivou de todas essas conversações, estou editando uma MP sobre a isenção dos eixos suspensos em pedágios nas rodovias federais, estaduais e municipais. Assinei também MP de 30% dos fretes da Conab para os caminhoneiros autônomos. Há ainda uma terceira MP que estabelece a tabela mínima de frete como prevista na PLC 121, que está sob analise do Senado. Gostaria de reforçar que as medidas decididas e assinadas anteriormente seguem valendo, entre elas de que não haverá reoneração na folha de pagamento dos caminhoneiros", declarou o presidente Michel Temer em pronunciamento.

O "grupo" que se reuniu na noite deste domingo, 27, com o governo federal participou das negociações no último dia 24 de maio, porém não havia assinado o texto apresentado, pois não estavam de acordo com o proposto pela equipe do presidente Michel Temer. Também participaram representantes dos autônomos que estavam em Brasília no dia 24 de maio, porém foram ignorados pelo governo federal.

O governo federal esperava que com o acordo “assinado” no dia 24 de maio a greve teria um fim, entretanto os caminhoneiros seguiram com o manifesto, uma vez que, segundo eles, quem assinou o acordo não os representava.

Com a reunião desta noite o governo federal “aceita” a pressão dos caminhoneiros autônomos que em sete dias de greve conseguiram de forma unida e organizada mobilizar todo o país, que também sofre com os impactos provocados pelo aumento diário do preço do óleo diesel promovido pela Petrobras e sua política de reajustes diários dos preços dos combustíveis praticada desde julho de 2017.

“Confirmo a validade de tudo o que já foi ajustado entre as lideranças e os meus ministros, mas nas últimas 48h seguimos em conversas com os lideres dos movimentos visando o fim da greve. A nossa preocupação básica, e eu compreendo as dificuldades nacionais dos caminhoneiros, é quanto à saúde. Jamais abandonamos o diálogo, do qual jamais vamos abrir mão. Nós fizemos a nossa parte para atenuar problemas. As medidas anunciadas atendem todas as reivindicações demandadas", declarou Temer em seu pronunciamento.

As estimativas com a greve dos caminhoneiros, que chega ao seu 7º dia, é de perdas econômicas de R$ 10,2 bilhões em diferentes setores. O montante é praticamente o dobro dos R$ 5 bilhões que o governo federal terá de desembolsar para cobrir a perda que a Petrobras terá ao reduzir o preço do óleo diesel e suspender os reajustes diários praticados desde o 2º semestre de 2017.

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