Política

Sábado, 26 de Maio de 2018, 20:23

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SEIS DIAS PARADOS

Taques decreta situação de emergência em Mato Grosso por greve dos caminhoneiros

Por: Viviane Petroli

Da Redação Mato Grosso Agro

Foto: Leandro Nascimento

taques em Sinop

 

O governador Pedro Taques decretou na noite deste sábado, 26 de maio, situação de emergência em Mato Grosso por desabastecimento em decorrência da greve dos caminhoneiros. O decreto, assinado de forma digital, foi anunciado durante reunião em Sinop com lideranças de diversas áreas do setor econômico e políticas na Câmara de Dirigentes Lojistas de Sinop. A perspectiva é que o decreto seja publicado ainda neste final de semana.

Taques chegou a declarar que “Eu como governador não vou permitir o desabastecimento no Estado de Mato Grosso”. Conforme o governador, ele assinou o "decreto de emergência em razão dessa crise de combustível no Estado".

Taques declarou ainda acreditar que "não tem perspectiva desta greve acabar nesses próximos três dias. Para que os senhores tenham uma ideia todos estão sofrendo prejuízos, mas existem algumas áreas que não podem parar. Por exemplo, a segurança pública. Nós temos contingência de viaturas, de combustível para viatura, combustível para ambulâncias, chegada de oxigênio para os hospitais. Então, eu tive que assinar esse decreto agora".

Foto: Leandro Nascimento

taques em sinop

 

Os representantes dos caminhoneiros presentes na reunião frisaram para Taques, que estava acompanhado do secretário de Segurança Pública e do comandante geral da Polícia Militar, que a categoria não está em Mato Grosso obstruindo rodovias e que a situação é extremamente pacífica.

O decreto assinado por Pedro Taques visa garantir o abastecimento de combustível nos municípios, onde há alguns com casos de 100% dos postos sem produtos, de alimentos e insumos hospitalares, como oxigênio.

A situação de emergência decretada pelo governador Pedro Taques na noite deste sábado, 26, autoriza a adoção de medidas que visam assegurar a prestação de serviços essenciais, como alocação de recursos orçamentários para custear ações emergenciais.

Comitê de crise

O decreto também cria o Comitê de Gestão de Crise no Gabinete de Governo, o qual é chefiado pelo governador Pedro Taques.

Tal Comitê terá o papel de "propor e adotar todas as medidas preventivas ou reparadoras, administrativas e judiciais, visando à manutenção dos serviços públicos essenciais à população do Estado de Mato Grosso", além de monitorar o abastecimento de bens, produtos e gêneros de primeira necessidade.

O Comitê de Gestão de Crise é composto pelos secretários da Casa Civil, do Gabinete de Governo, da Casa Militar, da Procuradoria Geral do Estado, de Segurança Pública, de Fazenda, de Justiça e Direitos Humanos, de Comunicação, de Saúde, de Gestão, de Desenvolvimento Econômico e o secretário adjunto de Proteção e Defesa Civil.

Conforme o secretário de Segurança, Gustavo Garcia Francisco, se acionadas as forças de segurança do Estado também poderão ajudar a Polícia Rodoviária Federal, no sentido de acompanhar e monitorar a situação das rodovias. O secretário frisou ainda que a polícia não vai para as rodovias federais, pois elas são de jurisprudência federal, mas que pode apoiar no sentido de dialogar, fazer escolta.

O secretário de Segurança, Gustavo Garcia, salientou ainda que não houve problemas de desabastecimento com as viaturas por conta da greve dos caminhoneiros iniciada no dia 21 de maio. Ele salientou ainda que em três municípios houve problemas relacionados às viaturas, mas foram problemas pontuais e que a Secretaria está trabalhando desde então para não ter problemas no abastecimento das suas frotas da segurança pública.

"O movimento é legítimo. O governador apoia, porém nós faremos de tudo para que a sociedade também não seja prejudicada e que ela tenha condições de levar a sua vida da melhor forma possível", disse o secretário de Segurança Pública, Gustavo Garcia, que acompanhava o governador Pedro Taques em Sinop neste sábado, 26.

O secretário Gustavo Garcia diz ainda que "Existe um plano integrado composto por diversos órgãos estaduais e federais, todos estão incluídos num mesmo objetivo que é dar segurança à nossa sociedade e fazer com que os serviços essenciais não sejam prejudicados. Então, nós não utilizaremos a força como medida prioritária. Nós tratamos com diálogo, conversamos com as pessoas, lideres do movimento e buscamos entendimento. A ordem é negociação. Negociar para que a população não se sinta prejudicada e é o que está acontecendo aqui em Sinop. Em Sinop foram feitas algumas negociações de modo a não impedir o abastecimento das viaturas e as viaturas estão rodando de forma ordinária, não houve qualquer prejuízo para atividade nossa de policiamento ostensivo e policiamento repressivo, que é praticado pela Polícia Judiciária Civil".

O governador Pedro Taques anunciou ainda durante a reunião na noite deste sábado com lideranças do setor econômico e político em Sinop que cancelou sua agenda no município neste domingo, 27, e segunda-feira, 28, e que irá retornar para Cuiabá, de onde irá acompanhar a situação da paralisação dos caminhoneiros junto com o Gabinete de Crise, formado pelo Governo Estadual.

Taques estava em Sinop desde sexta-feira, 25, onde cumpria várias agendas por ocasião da 14ª Caravana da Transformação.

 

Primeira atualização às 20h56. Segunda atualização às 21h20

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