Política

Quinta-feira, 31 de Maio de 2018, 15:22

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PREJUÍZOS DE R$ 75 BI

Governo fixa preço do diesel em R$ 2,0316 por litro e ANTT publica tabela de frete

Por: Viviane Petroli

Da Redação Mato Grosso Agro

Foto: Viviane Petroli/Mato Grosso Agro

Greve Liberação

Em Mato Grosso o manifesto foi encerrado nas primeiras hora do dia 30 de maio em pontos da BR-364/163 e contou com o auxílio da Polícia Rodoviária Federal, Exército e Polícia Militar.

A redução de subsídios e cancelamento de gastos públicos irão possibilitar o governo federal a assegurar um preço fixo de R$ 2,0316 o litro do óleo diesel nas refinarias até o final do mês de julho. O decréscimo no valor foi a principal reivindicação dos caminhoneiros autônomos no Brasil, que estiveram em greve por 10 dias causando um prejuízo bilionário que pode superar os R$ 75 bilhões. Nesta quinta-feira, 31 de maio, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a Resolução nº 5.820, de 30 de maio de 2018, que apresenta a tabela com os preços mínimos referentes ao quilômetro rodado na realização de fretes, por eixo carregado, instituída pela Medida Provisória nº 832 assinada no domingo, 27.

O Governo Federal para compensar o subsídio de R$ 9,6 bilhões à redução do preço do óleo diesel, bem como a de tributos incidentes sobre o combustível, anunciou nesta quinta-feira, 31 de maio, ter tomado medidas que na prática irão elevar a arrecadação de impostos de exportadores, da indústria química e da indústria de refrigerantes. Além disso, recursos de programação ligados às áreas da saúde e educação serão reduzidos.

As medidas foram anunciadas durante entrevista coletiva, que contou com a presença do Ministério da Fazenda por Jorge Rachid, secretário da Receita Federal; Marcos Mendes, assessor especial do ministério; Gleisson Rubin, secretário de Gestão do Ministério do Planejamento; e George Soares, secretário de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento.

Hoje a Petrobras recebe R$ 2,1016 pelo litro do diesel nas refinarias e, conforme o Ministério da Fazenda, um abatimento de R$ 0,07 por litro será praticado até o dia 07 de junho e de R$ 0,30 por litro a partir de tal data, o que possibilitará o preço de R$ 2,0316 por litro por até dois meses ao distribuidor.

Ainda conforme o Governo Federal, para comercializar o diesel por um preço ficado a Petrobras receberá uma "subvenção" por litro do diesel. O Governo Federal explica ainda que o preço do diesel irá variar mensalmente, conforme o preço do petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar. O Governo frisa ainda que o desconto de R$ 0,30 seguirá até o final do ano e que a variação do preço do diesel nas refinarias, a partir de agosto, se dará em cima do preço de comercialização de R$ 2,0316 por litro.

Tabela de frete

Foto: Viviane Petroli/Mato Grosso Agro

Greve Liberação 30 de maio

O Exército auxiliou em escoltas e na desmobilização.

Nesta quinta-feira, 31 de maio, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou no Diário Oficial da União, em edição extra, a Resolução nº 5.820 (clique aqui), de 30 de maio de 2018, que apresenta a tabela com os preços mínimos referentes ao quilômetro rodado na realização de fretes, por eixo carregado, instituída pela Medida Provisória nº 832, assinada no domingo, 27, pelo presidente Michel Temer. A tabela era uma reivindicação antiga dos caminhoneiros e que culminou uma greve entre os meses de fevereiro e março de 2015.

Conforme a ANTT, as tabelas possuem caráter obrigatório para o mercado de fretes do país e foram elaboradas e divididas em carga geral, a granel, frigorífica, perigosa e neogranel.

Os valores que constam na resolução terão validade até o dia 20 de janeiro de 2019. A partir desta data, frisa a ANTT, novas tabelas deverão ser publicadas até os dias 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano e serão válidas para o semestre em que forem editadas.

A greve

A greve dos caminhoneiros autônomos teve início nas primeiras hora do dias 21 de maio e durou 10 dias, provocando no Brasil um prejuízo superior a R$ 75 bilhões, desabastecimento de combustível e alimentos em cerca de três dias em diversas cidades, afetando, inclusive, voos nacionais e internacionais.

A perspectiva é que com o fim do movimento grevista o país demore de uma semana a 20 dias para voltar a sua normalidade. Entre os prejuízos calculados, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) prevê que os setores do comércio e serviços tenham deixado de faturar em torno de R$ 27 bilhões entre os dias 21 e 28 de maio. Já os supermercados contabilizam R$ 2,7 bilhões e os distribuidores de combustíveis R$ 11,5 bilhões em perdas.

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, chegou a afirmar que a indústria avícola brasileira deverá levar dois anos e meio para se recuperar do prejuízo causado pelos protestos dos caminhoneiros, visto a falta de ração nas granjas terem provocado a morte de milhões de aves, incluindo matrizes. Maggi avalia que a greve tenha gerado perdas de R$ 1,3 bilhão na atividade agropecuária e que o setor pecuário deverá precisar de ajuda financeira para se recuperar.

 

*Com informações G1, UOL e Reuters

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