Política

Sexta-feira, 12 de Julho de 2019, 12:39

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CEREAL POLÊMICO

Fethab Milho entra em debate na ALMT em audiência pública

Por: Viviane Petroli

Da Redação Mato Grosso Agro

O milho entrou na cobrança da contribuição do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) em janeiro de 2019. A ação polêmica do Governo de Mato Grosso, que já foi alvo de protesto dos produtores rurais, será debatida na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) no dia 16 de julho, às 9h.

A audiência pública sobre o Fethab Milho será realizada pelo deputado estadual Ulysses Moraes.

Mato Grosso, segundo dados da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), é responsável por 42,8% da produção nacional de milho 2ª safra. O estado na safra 2018/2019 conta com uma previsão de colher 30,972 milhões de toneladas de milho 2ª safra, enquanto o Brasil 72,350 milhões de toneladas.

Em janeiro de 2019 o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) voltou a ser embate entre o Governo de Mato Grosso e o setor produtivo ao ser reformulado e tendo incluso a cobrança da contribuição em cima do cereal. O recolhimento estipulado foi de 3% do valor da UPF por tonelada de milho transportada e 6% do valor da UPF por tonelada de milho destinada à exportação.

A audiência pública será realiza pelo parlamentar em parceria com o Movimento Mato Grosso Forte, que em maio reuniu mais de 1,5 mil produtores rurais em Cuiabá.

Na ocasião do protesto em maio os produtores rurais alegaram que a instituição do Fethab para o milho trouxe inúmeros resultados negativos não apenas para a agricultura, mas para outros setores como de ração e a criação de suínos.

“A margem de lucro na produção de milho é muito baixa e muitas vezes os produtores apenas empatam ou têm prejuízo com a cultura. Ela é feita, basicamente, para manter a atividade dos funcionários e abastecer o mercado, mas ele tem um valor que oscila muito no mercado e não traz segurança a quem o cultiva. Há ainda um agravante, já que o milho é usado na ração de suínos e outros animais. Seu aumento no custo impacta diretamente no custo da criação, deixando a carne mais cara”, afirma Ulysses Moraes.

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