Pecuária

Sexta-feira, 23 de Novembro de 2018, 15:16

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INTERCORTE SÃO PAULO

Padrão de qualidade e lucratividade é o que se espera do Boi 7.7.7., pontuam especialistas

Por: Viviane Petroli

De SP – Mato Grosso Agro – Viviane Petroli

Foto: Viviane Petroli/Mato Grosso Agro

InterCorte São Paulo Boi 777

 

Um animal jovem, pesado, com pH adequado, com o mínimo de gordura, oriundo de um sistema de produção que preze pelo manejo racional, que use genética, sanidade e reprodução com alicerces para construção da carcaça. Estes são alguns pontos do que se espera do chamado Boi 7.7.7.. O conceito foi a discutido durante a programação da InterCorte São Paulo, nesta sexta-feira, 23 de novembro.

O conceito Boi 7.7.7., desenvolvido pelo Polo Regional da Alta Mogiana da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), é uma técnica que garante um menor tempo para o abate, ou seja, ao atingir 21 arrobas líquidas em até dois anos o animal segue para o abate, reduzindo assim o impacto ambiental e os custos de produção, elevando a lucratividade e a produtividade. No sistema convencional a média de tempo de envio do animal para o abate é de três anos.

O Boi 7.7.7., idealizado no estado de São Paulo, está presenta em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rondônia.

A especialista Ivanna Moraes de Oliveira, da Apta, foi uma das palestrantes sobre o Boi 7.7.7. durante a InterCorte São Paulo, que teve início no dia 21 e encerrou nesta sexta-feira, 23 de novembro, o mínimo que se espera do conceito é um padrão de qualidade e lucratividade.

Ivanna Moraes de Oliveira pontuou em sua palestra que produzir músculo é mais eficiente que produzir gordura.

“Para conseguir esse Boi 7.7.7. é preciso aliar todo o sistema de produção até a alimentação e a sanidade, não se esquecendo dos cuidados com a mãe. Abater o animal até os 24 meses significa ter uma melhora de qualidade e aumento do giro e uso dos nutrientes. O maior ganho de peso do animal é na recria. É a fase de maior eficiência. Carcaça pesada significa lucro. Se terá uma maior padronização da carne da gordura”, disse Ivanna.

O representante do frigorífico Minerva Foods Luciano Andrade salientou que “a carne bovina é a única commodity que o padrão é ‘não ter padrão’”. Ainda conforme ele, “a versatilidade comercial de um animal pode representar a liquidez comercial e condições diferenciadas de comercialização”, além disso, “a tendência natural é que animais até 20 meses atendam todas as exigências de mercado, entrando na Cota Hilton, Chile, China, entre outros”.

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