Pecuária

Quarta-feira, 12 de Junho de 2019, 20:20

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Fundo da Suinocultura e Acrismat cedem veículos ao Indea-MT

Por: Viviane Petroli

Da Redação Mato Grosso Agro

Foto: José Medeiros/GCom-MT

suínos

 

Com o intuito de auxiliar no monitoramento e fiscalização da fronteira de Mato Grosso na prevenção da Peste Suína Clássica (PSC), o Fundo de Sanidade e Desenvolvimento da Suinocultura (FSDS) com o apoio da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) firmaram um Termo de Cooperação Técnica junto ao Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) para o fornecimento de veículos. A medida ocorre após o surgimento de registros da Peste Suína Clássica (PSC) no Brasil, em especial nos Estados do Ceará e Piauí.

O documento entre as entidades mato-grossenses ligadas ao setor da suinocultura e o Indea-MT foi assinado no dia 07 de junho. Na ocasião foi firmada a concessão de quatro automóveis alugados custeados pelo FSDS, que ficarão à disposição do Indea-MT, pelo período de 45 dias.

Conforme o vice-presidente da Acrismat, Moisés Sachetti, "Essa parceria entre o Indea-MT e a cadeia produtiva existe há muitos anos, e sempre que é necessário existe essa colaboração entre as partes". Ainda segundo Sachetti, "É quase que uma obrigação do FSDS e de todo o setor da suinocultura trabalhar junto nesse momento de uma possível crise. E para isso decidimos viabilizar estes veículos para ajudar na fiscalização, monitoramento e vigilância de veículos de carga animal ou não, e ainda a educação sanitária dos motoristas que trafegam pela região norte do Estado".

Na avaliação do presidente do Indea-MT, Tadeu Aurimar Mocelin, "É de suma importância essa parceria com o setor privado e produtivo de Mato Grosso, justamente para dar esse apoio na fiscalização e vigilância. É um trabalho que visa o desenvolvimento econômico do Estado, e principalmente evita o surgimento de possíveis focos desta doença em Mato Grosso, que traria perdas enormes para ambos os lados".

O diretor técnico do Indea-MT, Alison Cericatto, salienta que "O Estado faz seu planejamento, mas infelizmente dentro dele não há previsão para situações de emergências. E nessas horas, muitas vezes, necessitam de um aporte rápido de recursos financeiros e estrutura para que sejam controladas, por isso é crucial essa parceria entre setor público".

O Brasil desde outubro de 2018 identificou 44 casos de Peste Suína Clássica (PSC) todos no Ceará. Já o Piauí registrou o primeiro caso de Peste Suína Clássica (PSC) em abril, e decretou no dia 8 do mesmo mês estado de emergência zoossanitária em Lagoa do Piauí, município onde ocorreu o caso. A confirmação do caso foi divulgada em nota técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Durante os 45 dias os veículos irão monitorar e tentar coibir o trânsito ilegal de animais nestas regiões, que incluem os municípios de Vila Rica, Água Boa, Cocalinho, Torixoréu, Barra do Garças e região.

"Os veículos serão utilizados por servidores do Indea-MT, que trabalharão na região de fronteira com o Pará, até o município de Barra do Garças (distante 514 km de Cuiabá). Isso por conta do Pará ser um Estado que não tem reconhecimento de área livre da PSC. Vamos intensificar as ações de prevenção já que os dois Estados do nordeste registraram casos da doença, o que coloca em risco as regiões mais próximos", frisa o médico veterinário da Acrismat, Igor Queiroz.

A Peste Suína Clássica é uma doença que acometem suínos e javalis, altamente contagiosa e se caracteriza por febre alta, lesões avermelhadas na pele dos animais (hemorrágicas) e alta mortalidade. Falta de apetite, fraqueza e animais amontoados também caracterizam sintomas da doença. Ela não oferece riscos à saúde humana, mas traz perdas econômicas para o suinocultor. A notificação de suspeita ou ocorrência da PSC é obrigatória a qualquer cidadão e para todo profissional que atue na área de diagnóstico, ensino ou pesquisa em saúde animal, e deve ser feita o mais rápido possível para evitar a difusão da doença para outras propriedades.

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