Logística

Quarta-feira, 04 de Setembro de 2019, 19:58

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LOGÍSTICA E TRIBUTAÇÃO

Setor da pecuária faz reivindicações a deputado federal Dr. Leonardo

Por: Assessoria de Imprensa Nelore MT

O setor da pecuária de Mato Grosso recebeu o deputado federal Dr. Leonardo Albuquerque (SD), na noite desta segunda-feira (02), para apresentar reivindicações do setor agro. As áreas tributária, de infraestrutura e meio ambiente contêm as principais demandas de melhoria.

Conforme o presidente da Associação dos Criadores Nelore de Mato Grosso (ACNMT), Breno Molina, os produtores estaduais pagam até 30 vezes mais que países e estados vizinhos para abater um animal, o que torna a atividade pouco competitiva.

“Vivemos um momento muito crítico. O preço da arroba bovina está estagnado há quatro anos, mas as despesas aumentaram, como insumos, mão de obra, sal mineral, ração, arame e diesel. Além disso, é fundamental investir em melhores tecnologias e reforma de pasto”.

Dr. Leonardo, que integra a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), afirma que a bancada federal está se articulando para estabelecer um calendário de pagamento do FEX (Fundo de Auxílio à Exportação) que independa de vontade política. Também vem se reunindo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, para mostrar a necessidade de mais investimentos em Mato Grosso.

“Temos que valorizar os produtores, pois o setor contribui com 25% do PIB, gerando riqueza, emprego, renda e também produzindo alimentos que vão para a mesa do cidadão”, pontua o parlamentar que diz estar comprometido com o agro por ser filho de um produtor rural na região de Cáceres.

A proposta, segundo o parlamentar, é obter mais investimentos para trazer a rodovia até Cuiabá e federalizar estradas importantes que estão abandonadas. “Nós perdemos da porteira para fora porque não temos transporte intermodal, apenas rodovias, que aliás tiveram grandes investimentos há mais de 30 anos, na época do governo militar”.

Para o pecuarista José João Bernardes, o estado precisa de mais ações e menos leis, principalmente no que tange à tributação que hoje pesa muito para o produtor mato-grossense. “Nós somos hoje o setor que mais contribuí para o crescimento brasileiro, somos proativos, mas mesmo assim não entramos nas pautas dos governos e grande parte da mídia denigre o nosso trabalho junto à população”.

Carta do setor

No ano passado, entre agosto e setembro, os três principais candidatos ao governo de Mato Grosso receberam uma carta assinada pelas entidades representativas mais importantes, Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Nelore-MT e Sindicato Rural de Cuiabá, com sugestões de melhorias, entre elas estavam: a desburocratização e descentralização nas ações da Sema; fortalecimento do papel da Sedec; avanço na regularização fundiária por meio do Intermat; e aplicação dos recursos recolhidos junto a produtores na manutenção das unidades do Indea.

Pecuária em números

Se Mato Grosso fosse considerado um país, em um ranking comparativo, ficaria em 6º lugar no mundo, atrás da Argentina – que possui 53 milhões de rebanho, e à frente da Austrália – 28 milhões animais. O setor compreende mais de 100 mil produtores, dos quais cerca de 80% com até 290 cabeças. O estado tem o maior rebanho bovino do país, com aproximadamente 30,3 milhões de animais, dos quais 90% desse total da raça Nelore ou ‘anelorado’.

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