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Segunda-feira, 28 de Maio de 2018, 12:58

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Por meio de escolta policial combustível começa a chegar aos postos de Mato Grosso

Por: Viviane Petroli

Da Redação Mato Grosso Agro

Foto: Viviane Petroli/Mato Grosso Agro

fila postos

Fila em posto na Rodovia dos Imigrantes em Cuiabá.

Apesar de o governo federal atender a pauta de reivindicação dos caminhoneiros na noite de domingo, 27 de maio, os manifestos seguem pelas rodovias federais e estaduais do país e ganham a adesão da população. Em Cuiabá o comércio chegou a fechar as portas em apoio aos caminhoneiros e para pedir a redução de preço na gasolina, que nesta segunda-feira, 28, registra um aumento de R$ 0,19, impostos na telefonia e conta de energia elétrica. Segundo informações do Sindipetróleo (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso), o abastecimento de combustível nos postos continua interrompido e alguns estabelecimentos começam a receber produtos através de escolta policial.

Em Rondonópolis, conforme o Sindipetróleo, 50% dos postos foram reabastecimentos com a ajuda de escoltas policiais.

Já em Cuiabá e Várzea Grande aos poucos os postos começam a receber combustíveis e o que recebem já começam a registrar filas quilométricas. Na região do Distrito Industrial e da Rodovia dos Imigrantes em Cuiabá ao menos dois postos receberam etanol e gasolina, sendo que em um a gasolina logo acabou devido tamanha demanda.

Conforme o Sindipetróleo, há expectativa que a paralisação dos caminhoneiros chegue ao fim, porém não há previsão de quando isso vá ocorrer. "Não há, portanto, condições de quantificar a porcentagem de postos que poderiam estar em atividade. O que se sabe é que 100% foram impactados", diz o Sindicato.

Ainda conforme o Sindipetrólo, a entidade "espera que os governos federais e estaduais consigam formalizar algum acordo. A formação dos preços dos combustíveis tem três elementos bem definidos: preço de realização do produto (refinaria ou usinas de etanol); impostos (federal e estadual); e custos de transporte e margens (transportadoras, distribuidoras e postos). Considerando que a parte que vai para os governos é a mais representativa nesta equação, uma vez que ela não tem custos a ressarcir dentro do processo - somente arrecada - não há como se tentar redução de preços que não se inicie por diminuição desta participação".

O Sindipetróleo classifica ainda o momento como uma grande oportunidade "para discutir a fundo a tributação dos combustíveis e com soluções que de fato tragam benefícios à sociedade".

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