Indústria

Quarta-feira, 03 de Julho de 2019, 19:31

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em Nova Mutum

Ethanol Bioenergia deve entrar em operação até o final de 2020 mesmo com proposta de aumento de impostos

Por: Viviane Petroli

Da Redação Mato Grosso Agro

Foto: Viviane Petroli/Mato Grosso Agro

milho

 

A Ethanol Bioenergia deverá iniciar suas operações até o final de 2020. Segundo o grupo mato-grossense O+ Participações e a multinacional paraguaia Inpasa, investidores da usina de etanol de milho em Nova Mutum, a previsão é que as obras da planta tenham início ainda neste mês de julho.

Juntos, os dois grupos econômicos preveem dobrar a capacidade de produção da usina de etanol de milho no município, com a expectativa de atingir 800 milhões de litros por ano, tornando-se um dos maiores players do segmento no país.

"Somos uma empresa genuinamente mato-grossense e não abrimos mão dos investimentos no estado, inclusive, temos planos de expansão para novas plantas", pontua o diretor-presidente da O+ Participações, Ramiro Azambuja. Conforme ele, o grupo segue animado em negociação avançada com investidores para financiamento e aquisição dos equipamentos para implantar a indústria em Nova Mutum.

Ramiro Azambuja frisa que mesmo não concordando com o aumento de impostos que está sendo proposto pelo Governo de Mato Grosso, assunto que está em discussão a cerca de uma semana, o grupo deseja não apenas investir, mas promover o crescimento de Mato Grosso. "Continuamos otimistas, com previsão de abrir milhares de empregos diretos e indiretos na região e gerar renda e movimento na economia local, sem falar que devemos arrecadar em torno de R$ 60 milhões de ICMS por ano".

De acordo com os grupos econômicos, além do o etanol de milho, a previsão da Ethanol Bioenergia é produzir cerca de 9200 toneladas de óleo de milho por ano, farelos com altos teores de fibra e proteína para ração animal (DDGS e DDG) e energia elétrica com a biomassa utilizada nas caldeiras.

O diretor de projetos do empreendimento, Paulo Rangel, destaca que um dos grandes diferenciais da empresa, será a utilização do capim Brachiaria como matriz energética, plantado em áreas de lavoura e pasto degradado da própria empresa. "Com isso garantimos a auto-suficiência da Ethanol Bioenergia, já que a sustentabilidade é uma das nossas grandes preocupações, sem falar na utilização de matéria-prima e mão de obra locais para fomentar o desenvolvimento da região".

 

*Com informações assessoria de imprensa Ethanol Bioenergia

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