Indústria

Domingo, 19 de Maio de 2019, 09:55

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EM REUNIÃO COM MAURO MENDES

Empresários do Distrito Industrial pedem suspensão de TAC sobre poços artesianos

Por: Viviane Petroli

Da Redação Mato Grosso Agro

Foto: Chico Ferreira/Assessoria Aedic

Distrito Industrial

 

Empresários do Distrito Industrial de Cuiabá solicitaram ao governador Mauro Mendes a suspensão do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a empresa Águas Cuiabá e o Ministério Público Estadual (MPE), em março de 2018, que prevê o tamponamento dos poços artesianos na capital sob alegação de contaminação do lençol freático na região. Segundo a Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (AEDIC), indústrias e empresas da região não tinham conhecimento de tal acordo.

Durante a reunião, realizada ao final de abril, a presidente da AEDIC, Margareth Buzetti, destacou ao chefe do Poder Executivo mato-grossenses que as indústrias e empresas da região desconheciam o TAC firmado entre a empresa Águas Cuiabá e o Ministério Público Estadual (MPE), em março de 2018.

"O TAC foi firmado sem consultar os empresários envolvidos, sem apresentar para nós nenhum estudo que identificasse a contaminação que pode acontecer pelos poços. As empresas investiram para a construção e como fica isso após tamparem os poços? A concessionária não consegue garantir abastecimento regular no centro de Cuiabá, imagina no Distrito! Temos caldeiras funcionando todo o tempo, imagina uma delas parar por falta de água? É um risco enorme até de segurança", pontuou a situação Margareth Buzetti.

O documento que pede a suspensão do TAC foi assinado por oito entidades, entre elas sindicatos e associações. Segundo a AEDIC, o documento apresenta ao Governo de Mato Grosso pontos ignorados no termo e ainda propõe a realização de um diálogo acerca do tema.

"A assinatura do TAC não foi precedida de publicidade e sequer, contou com a participação das partes que sofrerão os efeitos – pessoas jurídicas (indústrias, hospitais, escolas, comércios, hotéis...) e físicas que possuem poços tubulares. [...] Os próprios técnicos da SEMA foram contrários a assinatura do referido TAC [...]", traz trecho do documento entregue ao governador Mauro Mendes.

A presidente da AEDIC frisou ainda durante a reunião que os "Os poços artesianos que são outorgados pela SEMA são monitorados a respeito da qualidade e da quantidade de água. Nós estamos pedindo diálogo, é importante debater e compreender todos os pontos dessa medida para não gerar prejuízos para uma série de pessoas e empresas que estão trabalhando e produzindo".

 

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