Energia

Terça-feira, 02 de Abril de 2019, 19:10

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VAI ARDER NO BOLSO

Aneel aprova reajuste de 11,29% na conta de energia dos mato-grossenses

Por: Viviane Petroli

Da Redação Mato Grosso Agro

Foto: Reprodução/Sinduscon-MT

Cuiaba

 

A partir do dia 08 de abril a conta de energia elétrica dos mato-grossenses ficará 11,29% em média mais cara. Apesar do alívio de ver em abril a bandeira verde (quando não a cobrança extra pelo acionamento de termelétricas) o bolso vai arder para as 1,4 milhão de unidades consumidoras localizadas no estado do Mato Grosso.

O reajuste tarifário para os consumidores da Energisa Mato Grosso (EMT) foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) nesta terça-feira, 02 de abril, e passará a valer no dia 08, coincidentemente aniversário de Cuiabá.

O reajuste tarifário é um processo regulado pela Aneel e previsto em contrato de concessão firmado com a Energisa Mato Grosso, bem como com distribuidoras existentes em outros estados. Tais contratos entre a Aneel e as distribuidoras apresentam regras bem definidas a respeito das contas de luz, bem como a metodologia de cálculo dos reajustes. Pela norma, o valor da tarifa poderá ser reajustado anualmente – o chamado Reajuste Tarifário Anual – e a cada cinco anos, no processo de Revisão Tarifária Periódica.

Em Mato Grosso para baixa tensão, a exemplo das residências, o reajuste aprovado foi de 11,21%, enquanto para alta e média tensão, como é o caso das indústrias, 11,49%. O efeito médio a ser percebido pelo consumidor será positivo de 11,29%.

A Energisa Mato Grosso explica que neste efeito médio de 11,29% a ser sentido pelo consumidor a partir do dia 08 de abril a "Compra de Energia é responsável por +10,45% do efeito médio, cujo o principal ofensor é a situação hidrológica vivenciada no país nos últimos meses, provocando o acionamento de geradores termoelétricos com elevados custos".

Ainda conforme a Energisa Mato Grosso "Os Encargos Setoriais apresentaram uma queda de -2,31%, em função do encerramento do recolhimento das quotas CDE Energia, cujo objetivo era repor as despesas extraordinárias incorridas em 2013, que foram custeadas pelo Tesouro Nacional e a antecipação do encerramento dos pagamentos da CDE Conta ACR, que terminam em setembro/2019".

Além disso, há a Distribuição que "tem-se um impacto de +3,02%, devido a inflação acumulada nos últimos 12 meses, e ao compartilhamento dos ganhos de eficiência da EMT com os consumidores".

"Em resumo, o efeito médio total a ser observado pelos consumidores da Energisa Mato Grosso é majoritariamente formado por componentes da Parcela A, ou seja, componentes que não estão sob gestão da distribuidora", diz a Energisa Mato Grosso.

Confira como é composta a tarifa de energia elétrica:

A tarifa de energia elétrica é composta por custos da distribuição, que formam a Parcela B da tarifa, e os custos de transmissão e geração de energia, além de encargos e impostos, chamados de Parcela A. O preço final da tarifa é dividido, portanto, em duas parcelas:

Parcela A – trata-se de custos cujos montantes e preços escapam à vontade ou gestão da distribuidora, que atua apenas como arrecadadora;

Parcela B – custos diretamente gerenciáveis, administrados pela própria distribuidora, como operação e manutenção e remuneração dos investimentos.

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1 Comentário(s)

Leorena Savignano - 02/04/2019

Senhor... onde vamos parar... Deus me livre...

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