Agronegócio

Domingo, 21 de Julho de 2019, 08:57

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PRIMEIRO SEMESTRE

Indonésia, China e Vietnã importam 85% do algodão de MS

Por: Viviane Petroli

Da Redação Mato Grosso Agro

O Mato Grosso do Sul no primeiro semestre de 2019 enviou para o mercado externo o equivalente a 3,1 mil toneladas de algodão. Segundo dados da Associação Sul Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul), desse total 85% teve como destino a Indonésia, China e o Vietnã. A entidade sul-mato-grossense revela que as projeções para o segundo semestre nos embarques são otimistas.

Adão Hoffmann, diretor executivo da Ampasul, explica que o mercado internacional esteve aquecido nesta safra. "Boa parte da produção já foi comercializada antecipadamente para a exportação. A safra que está em colheita começará os embarques com maior fluxo em meados de setembro e dezembro. O maior volume desta safra ainda está para embarcar", comenta.

A Ampasul pontua que entre justificativas para tal otimismo do setor produtivo do algodão quanto as exportações está o aumento constante da área, em cima de espaços antropizados, que ocorre por pelos menos três anos consecutivos.

“Esse aumento de área estimula o volume de produção, que tem evoluído juntamente com a produtividade. A safra 2016/17 foi uma das menores em volume dos últimos anos, já 2017/18 aumentamos o terreno de plantio e sentimos o mercado internacional um pouco mais aquecido, o que se repete na safra atual. Estimamos que em 2020 ocorra uma estabilidade no mercado, considerando o alto volume da produção no Brasil nesta safra”, relata o executivo da Ampasul.

A entidade ligada aos produtores de algodão no Mato Grosso do Sul frisa que apesar da expectativa das exportações seguirem aquecidas no segundo semestre, o mercado interno não deve ser impactado, uma vez que o Brasil deverá produzir cerca de 2,8 milhões de toneladas de pluma, enquanto a demanda interna gira em torno de 700 a 800 mil toneladas.

Hoffmann frisa ainda que quanto as preocupações da entidade com relação à questão logística “Ficamos apreensivos devido aos gargalos, as estruturas logísticas, embarques dos portos não favorecem e atrasam os escoamentos. Com isso, o produtor precisa investir em carregamento de estoque e seguro, aumentando, consequentemente, os custos de produção”.

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